quarta-feira, 24 de abril de 2013

olhar para baixo
a agua da privada
coberta por espumas e bolhas flutuantes

o meu rim, mijando meus tubulos,
olha la eles, nadando
necrosantes

cada dia e cada noite
cada morte
agente se mata por toda vida
tentando escapar da morte

eu preciso de um infarto fulminante
ou um grande trombo em minha arteria cerebral media ou posterior

nem quero imaginar a dialise
e nem ficar sem andar por ai

andar pela beira da praia
pelas trilhas de minas
andar pela praça
com meus cachorrinnhos


 andar por ai

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