terça-feira, 24 de setembro de 2013

rios pedras e poeira

rios pedras e poeira
embaraça o cabelo dela
que passa e me deixa assim,
com o peito amolado
e com o pau duro.

mas passa a primavera
e passa o trem
lotado
de gente
q nao quer descer.

mas a gente disse para parar o trem
para o trem
e volta a primavera
que a gente vai descer

me empresta a sua mao
eu t dou a minha
pra gente fazer um laço
e resistir a qualquer tortura.
desde a programaçao da tv
ate as q mexem na unha

rios pedras e poeira
e todo o mar
porque ser indio devia ser bom.
pescar
comer
e depois deitar

lembra do nosso nenem? para papai e mamae

vasilha de agua.
fralda de pano. suja.

espelho preto
que vai aumentando meu espirito
mais negro
e vai me deixando com medo.

veio vindo
entre outros espelhos
veio vinho vinho tinto
todo dia anoite
e se desse no almoço tambem

um encontro decente
pensava eu
faz bem
.
com perdao
com raiva
tudo bem
mais se ele viesse
tudo bem.

lembra do nosso nenem?
nossa vida era uma.
tenho certeza q se lembra daquele tempo, hein?
tem tempo tem?
eu sei q vc lembra na pele.
e eu tambem.