acordo com o sol.
limpo a cara e as maos,
e sinto o vento pela janela.
ponho um chinelo,
decido ir ao mercadao,
e sigo dando meus ois.
vou ateh o vizinho
peço uma chicara de açucar
e a chamo pra tomar um vinho.
desço as escadas
abro a porta do carro
abro a janela do carro
com a mesma manivela
q levava as pedras
e movimentos do passado.
tiro o chinelo
ponho os pés no chao.
aperto a sua mao.
vejo uns quadros novos
da rua olho a calçada.
jogo meu celular fora,
e acabo encontrando todo mundo
no mesmo lugar.
escuto um jazz no meu laptop de ultima geraçao.
mas eh um jazz meu amigo,
daqueles q te levantam do chao.
vou com ele ateh a porta dela
por puro movimento de telepatizaçao,
como seus cabelo eriçados na tempestade,
como seu olho sentindo saudade,
como a terra girando sobre o sol.
a natureza me criou,
e espera de mim criaçao.
q eu seja analogico
como o amor
dentro de 2 mãos,
q eu seja natural
como minha mae
mae do vento
como minha mae
mae do mar
como minha mae
mae da terra.
+ seu vento sopra na minha cara
e eu descubro algo alem
dos meus pelos eriçados.
+ sua agua acaricia minha pele
e eu descubro algo alem
dos meus poros desidratados.
+ sua terra suja meu pe descalço
e eu descubro algo alem
doq eu tinha certo e concretado
assim
como uma manivela do passado
maquinando
linha por linha
escala por escala.
assim
como uma explosao q deixa em pedaços
tudo q havia no passado
deixando linha por linha
pra fazer por
escala por escala
uma criaçao
em forma de nova mensagem.
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