segunda-feira, 17 de outubro de 2011

analogico

acordo com o sol.
limpo a cara e as maos,
e sinto o vento pela janela.

ponho um chinelo,
decido ir ao mercadao,
e sigo dando meus ois.

vou ateh o vizinho
peço uma chicara de açucar
e a chamo pra tomar um vinho.

desço as escadas
abro a porta do carro
abro a janela do carro
com a mesma manivela
q levava as pedras
e movimentos do passado.

tiro o chinelo
ponho os pés no chao.
aperto a sua mao.

vejo uns quadros novos
da rua olho a calçada.


jogo meu celular fora,
e acabo encontrando todo mundo
no mesmo lugar.

escuto um jazz no meu laptop de ultima geraçao.
mas eh um jazz meu amigo,
daqueles q te levantam do chao.

vou com ele ateh a porta dela
por puro movimento de telepatizaçao,
como seus cabelo eriçados na tempestade,
como seu olho sentindo saudade,
como a terra girando sobre o sol.

a natureza me criou,
e espera de mim criaçao.
q eu seja analogico
como o amor
dentro de 2 mãos,

q eu seja natural
como  minha mae
mae do vento
como minha mae
mae do mar
como minha mae
mae da terra.

+ seu vento sopra na minha cara
e eu descubro algo alem
dos meus pelos eriçados.
+ sua agua acaricia minha pele
e eu descubro algo alem
dos meus poros desidratados.
+ sua terra suja meu pe descalço
e eu descubro algo alem
doq eu tinha certo e concretado

assim
como uma manivela do passado
maquinando
linha por linha
escala por escala.
assim
como uma explosao q deixa em pedaços
tudo q havia no passado
deixando linha por linha
pra fazer por
escala por escala
uma criaçao
em forma de nova mensagem.

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